HUSM começa a usar biomodelos para planejamento de cirurgia pediátrica
Traumatologista Vinícius Orso realizou a primeira cirurgia em criança com auxílio de biomodelo.

HUSM começa a usar biomodelos para planejamento de cirurgia pediátrica

Médicos Traumatologistas e cirurgiões bucomaxilofaciais do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) contam, desde setembro do ano passado, com o apoio de novas tecnologias para auxiliar no planejamento pré-operatório. A primeira delas – desenvolvida por profissionais da Unidade de Diagnóstico por Imagem – conseguiu reduzir as doses de radiação na tomografia Multi Slice ( protocolo CT do Bem). Graças ao trabalho do Grupo de Computação Aplicada em Saúde (CA+SA) foi possível transformar as imagens planas, coletada durante esse exame, em imagens tridimensionais. Com base nessas imagens e com o auxílio das impressoras 3D – adquiridas pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) – está sendo impresso o biomodelo: peça em material sintético, que reproduz a estrutura óssea a ser operada. O uso de todas essas ferramentas tem aumentado a precisão e reduzido o tempo cirúrgico de pacientes adultos e, agora, também de crianças.

Em 2016, foram realizados seis procedimentos utilizando a técnica em adultos – um em traumatologia e cinco em odontologia. A cirurgiã bucomaxilofacial, Wâneza Dias Borges Hirsch, foi uma das profissionais que usou a técnica para planejar e executar cirurgias em adultos.

  • O uso do biomodelo permite maior precisão no planejamento e economia de tempo cirúrgico. Nos outros 90% dos casos, em que não usamos o biomodelo, mesmo assim o protocolo com dose reduzida de radiação e o uso das imagens em 3D são fundamentais para o diagnóstico e planejamento operatório – garantiu.

Na manhã de terça-feira, 14 de março, o médico traumatologista Vinícius Orso estreou o uso de biomodelos no planejamento do pré-operatório em crianças. Por volta das 8h ele entrou com a equipe para o Bloco Cirúrgico, onde realizou uma cirurgia de 2h para reduzir uma luxação atlanto-axial em um menino de 6 anos. Quando procurou atendimento no HUSM, o garoto estava,  há 20 dias, com inclinação lateral e sem mexer o pescoço. Isso porque, durante uma brincadeira em casa, deslocou a primeira e a segunda vertebras da coluna cervical.

  • A técnica proporcionou um apoio muito bom. Sem dúvida, o biomodelo ajudou a entender a anatomia local. A peça em 3D fez com que eu tivesse ideia do tamanho real do osso. Penso em usar o recurso novamente – afirma o médico.

Ainda nesse mês outra criança será beneficiada com a técnica. A bacia de uma menina de 7 anos foi recriada em três dimensões para agilizar o tempo cirúrgico e dar mais precisão a intervenção que será feita pelo Traumatologista Cesar Acosta. A menina desenvolveu displasia de quadril. E para devolver o equilíbrio ao caminhar, já foram feitas outras duas intervenção. A terceira terá o auxílio do biomodelo. 

  • Com as imagens 3D coletadas na tomografia realizamos a cirurgia virtual, definindo o passo a passo da cirurgia que será feita no bloco. Com o auxílio do molde ficou mais fácil planejar o pré-operatório, pois aumenta a precisão na definição dos cortes ósseos – explicou o cirurgião.

 

Como funcionam as impressoras:

Os primeiros biomodelos foram feitos em 2016 com a ajuda de uma impressora 3D ofertada por uma empresa no Tecnoparque de Santa Maria e outra da STALO, que faz parte da incubadora tecnologia da UFSM. No início de fevereiro deste ano, chegaram duas impressoras adquiridas pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP).

  • As máquinas - instaladas na Unidade de Diagnóstico por Imagem do HUSM - têm autonomia para realizar sozinha a impressão das peças, mas para isso exige programação prévia.  A impressora - que trabalha com filamentos de PLA (material sintético) - tritura o filamento e o aquece a uma temperatura de 185°C. O filamento derretido é depositado em uma plataforma e, aos poucos, o biomodelo vai ganhando forma.Os protótipos e/ou biomodelos 3D são gerados a partir de TC multislice com baixa dose de radiação, semelhante a de radiografias, e as impressoras usam material biodegradável de baixo custo, o que viabiliza o procedimento pelo SUS – explica Gustavo Dotto, idealizador do protocolo e professor do Curso de odontologia da UFSM.

Peças grandes podem levar até 30h para serem impressas. Mas é possível reduzir esse tempo imprimindo metade da peça em cada uma das impressoras e colando-as depois de pronta.

 

FONTE: Hospital Universitário de Santa Maria

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